segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Teoria da Cauda Longa

 A teoria da cauda longa identifica as distribuições de dados da curva de Pareto, onde o volume de dados é classificado de forma decrescente, defendendo que a cultura e a economia estão mudando de foco e deixando de se limitarem apenas aos “hits”, produtos que vendem muito no mercado (também conhecido com produto de “nicho”), oferecendo também os produtos que interessam um pequeno número de pessoas.
 Esses produtos de nicho quando somados atingem grandes números, transformando-se em um mercado lucrativo, e é possível por causa da internet, já que expor esses produtos nos sites custa o mesmo que expor os “hits”. Aplicando esta teoria ao jornalismo, percebemos que a internet ampliou o MCM e seus conteúdos. Qualquer pessoa com acesso a internet usa a mesma tecnologia que os sites e portais usam, igualando amadores e profissionais no meio jornalístico da Web.
 Estes fatores aumentam as fontes de informação, sendo que esta teoria é aplicada também em relação aos conteúdos, ou seja, agora qualquer indivíduo poderá divulgar informações na internet. Estas não estão mais restritas aos MCM, e com o avanço da era virtual, o jornalismo é ilimitado.
 Contudo, a internet proporciona que cada usuário escolha suas fontes de acordo com seus gostos e interesses. O baixo custo possibilita diversas formas e tipos de informação, indo além dos “hits”, formando a cauda longa do jornalismo. Essa mudança advinda da internet impulsiona as grandes mídias a se renovarem e se adaptarem às novas exigências do público consumidor virtual.



Esquema da Teoria da Cauda Longa

Por Poliana Micheletti.




5ª edição do FAD na capital mineira

 Entre os dias 1 de setembro a 2 de outubro foi realizada no Museu Inimá de Paula, localizado na rua da Bahia, 1201, Centro, a 5ª edição do Festival de Arte Digital (FAD), contemplando performances, instalações interativas, oficinas, workshops e debates. A programação foi gratuita.
Parasimétrica - Algoritmo das Cores. Foto: Júlio Firmino.
 Criado em 2007, o FAD é um projeto que explora a invenção de novas tecnologias no campo da arte e da comunicação, oferecendo ao público o melhor da produção brasileira e internacional, contribuindo para o incentivo à exibição e propondo uma reflexão acerca da nova produção de arte eletrônica no estado, no país e no mundo.
 O tema central da exposição foi a cinética, com relevância para o uso do digital, permanecendo presente mesmo que por vezes de forma periférica. O visitante teve acesso a trabalhos que dialogam entre si com proximidade. Obras que não estão relacionadas diretamente com o cinetismo não foram descartadas, pois representavam outras faces da arte digital atual.
Ada de Karina Smigla-Bobinski. Foto: Júlio Firmino.
 Em geral, foram apresentados 21 trabalhos, provenientes de seis países. A exposição foi dividida em dois segmentos, entre eles o FAD Galeria, que contou com as atrações: Hidrostatic Journey to the Origins of Consciousness de Brandon Barr (EUA), Parasimétrica – Algoritmo das Cores de Cadu Lacerda (Brasil–RJ), Nervous Structure de Cuppetelli and Mendoza (EUA), Sismo de Felipe Norkus (Brasil–RJ), Timelandscape – Wool Rhythms de Juliana Mori (Brasil–SP), Ada de Karina Smigla-Bobinski (Alemanha), La Marche de L’oursin / Nuage em Suspension / Leon de Laurent Debraux (França), Passo-a-Passo de O Grivo (Brasil-MG) e o Jardim do Tempo de Void (Portugal).
 No FAD Performance as atrações foram Loss-Layers de A.lter S.essio (França), Concerto para o Erro de Renato Negrão (Brasil-MG), Cicloritmoscópio de Aruan Mattos e Flavia Regaldo (Brasil-MG), Jardim das Gambiarras Chinesas de Duo N-1 (Brasil-SP), Do You Sync de Mikkel (Itália), [Q.N.S.N.S]² de Chico de Paula (Brasil-MG), Equações de ZoomB Laboratório Audiovisual (Brasil-SP) e Marginália 2 de Embolex (Brasil-SP).
Nervous Structure de Cuppetelli and Mendoza. Foto: Júlio Firmino.
 Contudo o Festival teve o patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, Petrobras, o co-patrocínio da Contax, produção do Mercado Moderno e o apoio cultural do Museu Inimá de Paula e TV Globo Minas.









 
Vídeo: Júlio Firmino.


 Por Poliana Micheletti.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Metamorfose tecnológica.





Da esquerda para direita; Tim Berners-Lee, Bill Gates e Steve Jobs.Foto:Getty Images Montagem:Lucas Rocha

No ano de 1989, foi concebida pelo europeu Tim Berners-Lee a World Wide Web (em tradução livre é algo como Rede de alcance mundial) também conhecida como Web ou WWW, sendo um sistema de documentos em hipermídia que são interligados e executados na Internet. Ao contrário do que muitos pensam, a internet se diferencia em seu conceito, pois é baseado em um conjunto de redes com acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. Na época da Guerra Fria era necessária uma proteção da base de dados que não corresse o risco de ser perdida e dividida entre as bases militares, assim começou o uso da Web como ferramenta de transporte desse conteúdo.

O intuito de aperfeiçoar o sistema fez Bill Gates juntamente com Paul Allen desenvolverem o Software que tinha a função de ser um conjunto de programas de computador com procedimentos de documentação associados em causa com a operação do sistema de processamento de dados. O primeiro criado por eles foi uma versão do interpretador BASIC, para o computador Altair 8800 da MITS. Após um modesto sucesso na comercialização deste produto, Gates e Allen fundaram a Microsoft, hoje é uma multinacional de sucesso que trabalha no desenvolvimento e vende licenças de softwares, fabrica eletrônicos de consumo como videogames e dá suporte a vários produtos e serviços relacionados a computação.

Com toda essa tecnologia chegando à sociedade, é preciso facilitar o acesso e a troca de informações e interações. Por exemplo, a rede social The Well, que por meio de fóruns faz discussões de diversos assuntos entre os participantes, e o Napster que foi o programa de compartilhamento de arquivos em rede, que protagonizou o primeiro grande episódio na luta jurídica entre a indústria fonográfica e as redes de compartilhamento de música na internet. Esse episódio é um marco nas transformações provocadas pela rede no contexto social, além de mudar toda a indústria fonográfica, possibilitou o acesso de todos ao mundo musical gratuitamente.

Algumas das Redes sociais mais usadas ultimamente. Foto:Getty Images

Ainda sob o ponto de vista de mudança social, podemos citar o portal de notícias e agregador de blogs americano criado por Arianna Huffington e Kenneth Lerer , o The Huffington Post. Esse portal fez a diferença nas eleições da África uma vez que todo o processo eleitoral foi repercutido através da divulgação feita em blogs.

Na competição do mercado tecnológico e a procura incessante de novidades entre os consumidores, surge a Apple criada por Steve Wozniak, Steve Jobs e Ronald Wayne que se destaca pela sua linha de produtos que incluem a linha de computadores Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad. Com tecnologia altamente avançada, tem mudado mais uma vez os padrões até então estabelecidos pelas tradicionais e conhecidas tecnologias.





terça-feira, 13 de setembro de 2011

A dinâmica de um programa ao vivo.

Como podemos acompanhar nas últimas postagens, o UniBH no dia 12 de setembro teve a oportunidade de sediar uma transmissão ao vivo de um dos programas da CBN. Com participação dos alunos do curso de Jornalismo, foi possível uma vivência real do que se trata um programa rádio e os desafios de transmitir em tempo real as notícias, e os imprevistos que podem ocorrer durante o programa. O técnico de áudio da rádio, Flávio Cândido, cita o deslocamento como o maior desafio para produção, "tivemos 3 dias de antecedência para fazer testes com os equipamentos, conectar as linhas de dados, fazer a transmissão. A montagem do estúdio levou 2 horas. Tudo isso é parte da informática, porque temos que estar online o tempo todo".Durante o programa, devido a dinâmica e objetividade necessária no rádio acontecem alguns erros, para resolvê-los Flávio explica que existe 3 linhas, sendo uma de dados e outras duas comuns.Quando acontece uma falha é nessa linha principal de dados é rapidamente trocado para as outras duas comuns e dá-se continuidade ao programa normalmente.

Toda essa rotina acompanhada pelos alunos foi possível pela iniciativa da coordenadora do Laboratório de Rádio e TV e professora do UniBH Angela Moura, "fiz o convite em nome da Instituição. A CBN aceitou o convite, pelo fato de estarem comemorando 89 anos, e até pelo motivo de fazerem uma atividade diferente, em comemoração desta data".A professora acredita nesse evento sendo um dos diferenciais do curso de Jornalismo da faculdade, pois essa inovação permite a participação fora de sala e de uma realidade futura, "a maior vantagem é a aproximação da vida acadêmica com a vida prática do mercado de trabalho, a rotina. Nada se compara, ao aluno poder vivenciar as situações de improviso e a prática".




Vídeo cedido pela coordenadora do curso de Jornalismo UniBH, Lorena Tárcia.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Continua a programação especial em comemoração ao "Dia do rádio"

Foto:Jéssica Meireles

O programa ainda conta com uma breve discussão feita pelo Dr. Alexandre Ebisco a respeito dos efeitos que o excesso no uso da internet estão causando nas pessoas, assunto atual e muito discutido.Após a participação, o programa segue com as informações locais e a programação especial iniciando as comemorações do dia do rádio(25/09), transmitida diretamente da Faculdade UniBH, campus Diamantina.